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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alcáçovas Outdoor



Alcáçovas Outdoor


Foi um daqueles passeios sem tios e tias de Cascais, daquelas que compram as grifes no mercado de Carcavelos e saltam as poças de água em bicos de pés como se fossem uma cloaca universal. Bem organizado, sem demoras na partida e com um belo de um petisco no fim do circuito, a volta circular de 18 km fez se por um magnifico montado num dia propicio para o passeio, conduzido por quem "sabe da poda".



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

M 80 - A Escolha do Internato Médico





As M 80 acabaram. Só passado alguns dias nos lembramos que frequentar estas celebraçōes saudosistas é a mesma coisa que ter um catalogo para escolher o internato numa especialidade médica.

A provecta idade dos frequentadores é tal que as cadeiras de rodas chocam umas nas outras, as andarilhas escorregam na  infindável quantidade de sacos das algalias, as próteses de colo de fémur dobram se perante tanta adrenalina, as cataratas não deixam ver os video clips e a falta de ouvido ajudam no dialogo quando constantemente se perguntam o que está a tocar.

As primas, louquinhas como se tivessem 18 anos, tentam balancear as rugas e o silicone mostrando a quinquilharia comprada na barraca da praia. Os pseudo tios de calça encarnada, camisa branca e cabelo engordurado, como se fosse toureiros espanhóis de ascendência cigana com direito a pagina na hola, elevavam os braços para o ar como se estivessem a agitar os inúmeros cheques sem cobertura.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O Boi Treinado



Já é um clássico. Sempre que o Presidente ou o Primeiro-ministro fazem a incontornável visita à Ovibeja, é recebido por um esplendoroso boi, dignamente “apetrechado”. Em 2010 o Senhor Presidente da Republica foi recebido pelo dito cujo que, treinado ou não, decidiu dar azo às necessidades fisiológicas. Quem terá limpou os sapatos ao dignatário?


 






quinta-feira, 15 de maio de 2014

Futebol

Há os, mantendo os mesmos sentimentos animalescos de quem só conhece os instrumentos de sílex, de todas as cores. Encarnados, verdes ou azuis.Veneram energúmenos e apoiam ladrões do erário público. Juntam se em rituais primários envoltos em cachecois e bandeiras. Perdem parte da infraestrutura cerebral e a derrota é sempre filha de terceiros.
Imagem retirada de http://forum.kooora.com/f.aspx?t=34058939
Não votam porque optam pela praia. Não se preocupam com a perda de direitos porque é incomodo sair em protesto.
São assim os apoiantes dos negócios de interesse público. Negócios que nunca vão á falencia porque o povo está em paz e o país é bem governado.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ontem foi dia de BESTIAL


Ontem, frente à Suécia, foi dia de apuramento para o Mundial 2014. Foi dia de “bestial”, de galáctico e de outros epítetos que em tudo favorecem o Ronaldo. Ontem, frente à suécia, foi o dia em que o país se vingou de uma intervenção caricata de um tipo qualquer que simboliza, pelas suas funções, a essência do futebol.
E agora? Quanto tempo leva o país a transformar o bestial em besta? Quanto tempo leva o país a levantar se perante o aumento do IRS? Perante os cortes salariais? Perante o fim do Serviço Nacional de Saúde? Perante o desemprego e perante um bando de proxenetas abutres que nos roubam todos os dias?



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Noite Alucinante


“Aterrei”, sem saber como, na Amieira Marina, ali para os lados de Alqueva. Ainda os cavalos resfolgavam já se ouvia acordes de um “sax”. A coisa prometia. Num espaço onde o movimento e a hora de ponta é ditada pela passagem das aves, anunciava se um espetáculo que prometia “fazer uma viagem pela história do jazz”. Seria bem vindo.
Benvindos foram, certamente, os convites recebidos pelos quatro “ilustres” que se repetiram verbalizando os agradecimentos e a validade da iniciativa a cargo do Departamento de Artes da Uni. de Évora.
Entre um maestro com uma presença “British”, que nos brindou, mais tarde, com quarenta minutos de musica clássica como interlúdio a um espetáculo de jazz e um Presidente de Camara, recém eleito em Portel, que declarou a sua formação superior na “...melhor Universidade do mundo...”, leia se Évora, o público, pouquíssimo, resistiu estoicamente até ao inicio daquilo que poderia ter sido uma excelente noite.
Se ainda não tinha acontecido, eis que aqui começa o funeral de uma excelente ideia morta à nascença por uma produção má, onde o palco dos acontecimentos foi usurpado por um académico com pretensões a “voz off”, onde os músicos deveriam ter tocado muito mais do que tocaram e onde o audiovisual acabou dizer as ultimas preces em memória de uma ideia.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gabriel o Pensador

Nem bom, nem mau. Foi um excelente concertão. Um "animal de palco". Foi em Serpa durante o Encontro com Culturas. Ainda por cima...foi gratuíto.
Mais fotografias do concerto em:
http://www.flickr.com/photos/joaodomingosfotografia1/sets/

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Deolinda


Entre um Faducho cantado, o nacional cançonetismo, uma presença em palco tão dinâmica como uma vara de aço fundida num bloco de cimento, alguém se apropriou de uma hora e trinta do meu precioso tempo. Há dias em que não devemos sair de casa J
Obrigado Eduardo Franco pela tua fotografia que aqui publico
Fotog. Eduardo Franco

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Loucos de Lisboa


Num pais de governantes loucos, os putos que querem medicina têm de ir, por exemplo, para Espanha . Lá entram com notas mais baixas. Nós, cá, aceitamos todos os que “lá fora” são formados independentemente a nacionalidade e das notas com que entraram para o curso. Pagamos a especialidade e eles retornam aos países de origem. Num pais de governantes loucos, os “governos” compatuaram, ao longo dos anos, com os doutores que mendigaram ás empresas farmacêuticas miseras viagens, carros, casas ou outras formas de suborno. A lembrar... o famoso caso Paquito.
Num país de governantes loucos, os eleitos mentem, roubam, aceitam subornos e destroem, em ultima analise,  o tecido social.
Num país e governantes loucos, os eleitos, perdoam dividas de barragens como Cabora Bassa. Num país de governantes loucos a estrutura do estado é destruída, tudo o que é rentável é “oferecido” aos amigos e tudo o que pode vir a ser rentável é selvaticamente inviabilizado.
Num pais de governantes loucos os putos que conseguem formação superior são forçados a emigrar. A massa critica abala e só ficam os que não podem, não conseguem ou são velhos.
Num pais de governantes loucos, os putos estudam sete ou oito anos no Ensino Superior e depois apenas lhes resta a caixa do supermercado, os call center ou as explicações.
Num pais de governantes loucos, não há um único líder para seguir, não há uma única ideia que fique.
Por mim, há muito que rasguei o cartão do partido que está no poder. Este já não é um Partido Social Democrata.

APÁTRIDAS


Se fosse uma anedota não hesitaria em clicar num Like. Infelizmente não é anedota. É um licenciado e se a memória não me falha, Mestre igualmente formado no IST com notas finais a tocar o topo superior da tabela de classificação. Se fosse “Relvas”, ou possivelmente da família, seria vigarista e faria parte de um Governo autista. Como é que este acreditado matemático tem de dar explicações para sobreviver? Que miséria de governos temos eleito ao longo dos anos? Para além da revolta e do sentimento de impotência que sinto, não sei mesmo como protestar. F#”#”#”#”#”#”