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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Noite Alucinante


“Aterrei”, sem saber como, na Amieira Marina, ali para os lados de Alqueva. Ainda os cavalos resfolgavam já se ouvia acordes de um “sax”. A coisa prometia. Num espaço onde o movimento e a hora de ponta é ditada pela passagem das aves, anunciava se um espetáculo que prometia “fazer uma viagem pela história do jazz”. Seria bem vindo.
Benvindos foram, certamente, os convites recebidos pelos quatro “ilustres” que se repetiram verbalizando os agradecimentos e a validade da iniciativa a cargo do Departamento de Artes da Uni. de Évora.
Entre um maestro com uma presença “British”, que nos brindou, mais tarde, com quarenta minutos de musica clássica como interlúdio a um espetáculo de jazz e um Presidente de Camara, recém eleito em Portel, que declarou a sua formação superior na “...melhor Universidade do mundo...”, leia se Évora, o público, pouquíssimo, resistiu estoicamente até ao inicio daquilo que poderia ter sido uma excelente noite.
Se ainda não tinha acontecido, eis que aqui começa o funeral de uma excelente ideia morta à nascença por uma produção má, onde o palco dos acontecimentos foi usurpado por um académico com pretensões a “voz off”, onde os músicos deveriam ter tocado muito mais do que tocaram e onde o audiovisual acabou dizer as ultimas preces em memória de uma ideia.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Luz Casal...Casal...Garcia?

Alguma semelhança existiu entre a efervescencia das bolhas irrequietas do famoso vinho e a presença em palco da senhora espanhola. Ao contrario do emergente senhor Pablo, Luz Casal, “ajeita-se”, bate-se à fotografia e de forma elegante, comunica com o público devoto.
Muitos espanhois, possivelmente do Rosal de la Frontera, muitos “portugas” que gritavam a plenos pulmões, “guapa”, “guapa” num “espanolez” de fazer inveja, suportaram estoicamente duas horas de concerto, vários “encores” e muitas, muitas, despedidas. Um bom concerto, no género, para quem gostou. :-)


Luz Casal

Luz Casal

Luz Casal

Luz Casal



Luz Casal
Luz Casal





Luz Casal


Luz Casal











Luz Casal

Luz Casal

Luz Casal

Luz Casal


Luz Casal

Luz Casal
Luz Casal

sábado, 23 de julho de 2011

Quem é o Homem?

O homem sabe de politica, de economia, de educação, de matemática, de informática, escreve bem, expressa-se na lingua materna, na de Cervantes, na de Shakespeare, e na de  Molière. Arranha ainda na lingua do infame ditador de ridiculo bigode que atormentou o mundo entre 39 e 45 do século passado. Marujo por curiosidade e depois por obrigação, gozou aquela vidinha até ao espremer do tutano. Amuou, cansou-se das viagens semanais entre o burgo que o viu nascer e a grande aldeia a que pomposamente chamam de capital e quando passou pela última vez o passadisso da lata de conservas ficou definitivamente onshore. Para trás ficou o vocablário incompreensivel das velas que deram novos mundos ao mundo. Para trás ficaram as viagens de circunavegação. Para trás ficou o cheiro a mar, a camarata, a meias e fardas mal cheiroras onde o aviso "...informa-se a tripulação que não há águas correntes..." nem sempre era literal. Para trás ficou a vidinha de mordomias "servida" em flautes, aromatizada por loiras, morenas, ruivas, altas, baixas e até mesmo inválidas com olhos de vidro ou pernas de pau. Ainda se cruzou, levemente, com a politica. dedicou-se aos números, á vida de sequeiro (entenda-se ausencia de mar) e ao ensino. Agora reencontrou a velha paixão da astronomia. Para "complicar" ainda mais apostou na astrofotografia. Sair com o homem para uma noitada destas é sair para uma dor de pescoço, uma noite de frio (se não levar abafos) e para uma noite de visita guiada ao céu profundo. O homem lê o céu como eu leio o meu nome. Trata as estrelas, as constelações, as vias lacteas, as nublosas e os "enxames" como se todos vivessem em casa dele. Quem é o HOMEM?