segunda-feira, 18 de julho de 2011

Rapidinhas Gastronómicas - O Patio da Oliveira

Não tem um nome pomposo, não tem criados de libré, perdão aos mais sensíveis agora chamam-se colaboradores, não nos estendem a mão enluvada de branco, já a pedir a gorjeta (leia-se pedir esmola esse hábito tão enraizado nos USA e nos países sob a sua influencia “cultural”, como se os USA tivessem cultura) quando saímos do carro, não pisamos alcatifas assinadas, não tem exclusividade no design de interior. Não é, ao que me apercebo, conhecido dos grandes “connoisseurs”, aqueles que fazem opinião e influenciam as entradas de caixa dos restaurantes pela publicação das suas “Doutas”opiniões nas páginas gastronómicas mas que não distinguem a salsa dos coentros e muito menos sabem fazer um estrugido, não é caro nem barato. Refiro-me a um restaurante em Mourão, Alto Alentejo, situado na Praça da Republica, ao pé da Câmara Municipal e mesmo de frente para o Jardim que é dos poucos onde ainda se pode ouvir as vozes das crianças e assistir, sem que o façamos de propósito, ao saltitar das hormonas dos adolescentes que por ali deambulam nas noites de verão. Um Jardim vivido como já é raro ver.
A fachada do restaurante é discreta e sóbria, talvez com 16 mesas (não as contei. Sou cusca mas não tanto.) agradavelmente decoradas com copos multicoloridos, suportados por tampos de mesa, ao que me pareceu, de pedra negra da região. As cadeiras são confortáveis convidando a uma degustação demorada, sem que os que sofrem de distúrbios na sua “posterior intimidade” tenham de apressar a deglutição. A carta pareceu-me variada q.b. e privilegia a santa e adorável gastronomia alentejana. Como só assim deve ser. Nada de” Langoustes aux Herbes thai”, “escargosts”ou outras coisas impronunciáveis. Nada desses nomes. Açorda de Cação, Bochechas de Porco e outras iguarias regionais é o que reza a carta. E os vinhos? Nada de “Grange Hermitag”e, “Chateau Margaux”, “Pétruz” ou “Romanée Conti”. São coisas, felizmente, inexistentes. Só vinhos nacionais de boas castas com predominância para os regionais. Experimentem o vinho da casa tinto, verão como é uma agradável surpresa. As malditas tentações, com forte predominância de açúcar cozinhado, que acumulam gorduras e fazem correr para o ginásio (apenas alguns o fazem. Por mim fico-me no sofá e faço zapping). Os Doces! Bons!
Restaurante: O Patio da Oliveira
Localização: Praça da República - Mourão
Relação Qualidade  (1)Preço: Bom
(2)Estrelas Mabor: 4
(1) Os critérios de avaliação de preço não são valores impostos pela NASDQ, mas impostos por quem tem de contar os cêntimos para saber se tem dinheiro para uma aventura gastronómica
(2)Se os outros podem ter as Michelin, porque não posso eu ter as Mabor que são pneus de fabrico nacional?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo governo, novas dores, novos aprendizes

O novo governo foi anunciado. Não aparecem nenhuns dos "clássicos politicos": "Novo sangue, novas ideias" -dizem uns, "são inexperientes"-dizem outros, "são muito técnicos"-ainda afirmam outros. A verdade é que foram eleitos e vamos ter que "levar com eles". A economia está tão seca como uma árvore morta e a banca, peça fundamental para a confiança e alavancagem da economia do país, mostra sinais de uma solidez pouco sã. 

Diego El Cigala

Por Serpa e durante o Encontro de Culturas passou Diego el Cigala. O tédio passou pelo palco principal num espectáculo que pedia algo mais intimista. Enfim...enontros com culturas...a quanto obrigas





quinta-feira, 14 de abril de 2011

BTT Passou por Serpa em Abril de 2011

Não tivesse sido a presença de motores de combustão interna teria dito que estava em presença de um ambiente verde.
A reportagem completa do 3º bloco de imagens do BTT-TV
http://www.flickr.com/photos/24690780@N02/sets/72157626363789823/























segunda-feira, 28 de março de 2011

Rally de Portugal




























































26, 27 e 28 de Março foi o fim da semana mais esperado para os que queriam ver de perto o Rally de Portugal. Há 2 anos que este escriba não tinha o prazer de cheirar a dita cuja devidamente chupada, queimada e expelida pelo tudo de escape. O troço escolhido foi Almodôvar. Nada de asfaltos e coisas limpinhas. Cheiro a estevas, muito pó e as habituais bocas de chapada para chapada dos cabeços. Igualmente é da "praxe" os assobios aos GNR, aos Marshall, às "gaijas" que teimavam em atravessar o troço pavoneando-se frente à multidão que na maior parte ali marcava vez, de véspera, devidamente acompanhada de lautos farneis e aconchegantes lumes de lenha.